Hora de atravessar a rua.
EU olho para cima, e ele diz:
- Dá a mãozinha para o papai.
Eu dou um sorriso ao entrelaçarmos as mãos.
Agora sim nada acontecerá comigo. Ele está aqui pra me proteger.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
Com um livro e um lápis (2)
Creio que seja oportuno registrar aqui duas informçoes que extraí do livro 20 Anos de Constituição que ganhei de um de seus organizadores.
A primeira, e que impressionou muito, é a de que nossa constituição já foi emendada 62 vezes. O que totaliza 914 dispositivos, ou seja, um pouco mais da metade dos 1855 que compõem o texto original. A nossa constituição cresceu cerca de 25%.
O motivo disso é que ela é composta por muitos dispositivos que se enquadram no termo policy, que significa dispositivo veiculador de políticas públicas.Tais dispositivos necessitam de remanejamentos para se enquadrarem na agenda governamental de cada chefe de governo.
Nem paro pra imaginar onde isso vai dar. mAs nota-se que não foi preciso quase alterar os dispositivos que tratam sobre assuntos fundamentais da constituição. O que é muito bom. O problema é que inseriram detalhalhes onde só deveria ser posto a generalização de certos assuntos.
A outra informação é de que a Constituição de 88 garantiu que nosso Ministério Público tivesse autonomia frente aos outros poderes, "para que o MP ganhe destaque como um novo ator político e se transforme em uma novidade institucional praticamente sem similares nas democracias ocidentais." É "algo que somente de forma aproximada é localizada em outras democracias".
Sem mais,
adios.
A primeira, e que impressionou muito, é a de que nossa constituição já foi emendada 62 vezes. O que totaliza 914 dispositivos, ou seja, um pouco mais da metade dos 1855 que compõem o texto original. A nossa constituição cresceu cerca de 25%.
O motivo disso é que ela é composta por muitos dispositivos que se enquadram no termo policy, que significa dispositivo veiculador de políticas públicas.Tais dispositivos necessitam de remanejamentos para se enquadrarem na agenda governamental de cada chefe de governo.
Nem paro pra imaginar onde isso vai dar. mAs nota-se que não foi preciso quase alterar os dispositivos que tratam sobre assuntos fundamentais da constituição. O que é muito bom. O problema é que inseriram detalhalhes onde só deveria ser posto a generalização de certos assuntos.
A outra informação é de que a Constituição de 88 garantiu que nosso Ministério Público tivesse autonomia frente aos outros poderes, "para que o MP ganhe destaque como um novo ator político e se transforme em uma novidade institucional praticamente sem similares nas democracias ocidentais." É "algo que somente de forma aproximada é localizada em outras democracias".
Sem mais,
adios.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Mais um ano se completa
Recebe com simplicidade esse presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo, e de copo na mão esperas amanhecer.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorreda boca,
lambuza as mãos, a calçada.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo, e de copo na mão esperas amanhecer.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorreda boca,
lambuza as mãos, a calçada.
Trechos de A passagem do ano de Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 30 de junho de 2009
Ah, o séc. XXI
Banalização.Banalização.Banalização. Superficialidade. Insensibilidade. Indiferença. Diferença. miséria. Miséria. Egoísmo. Individualismo.Corrupção. Competição. Corrupção. Guerras. Desmatamento. Extinção. Capitalismo. Tecnologia pra quem pode. Dinheiro. Estresse. Desânimo. Poluição. Ansiedade. Álcool. Drogas. Desespero. Medo. Desconfiança. Decepção. Impossibilidade de liberdade. Barulho. Concreto. Tijolo. Prédios. Prédios. Prédios. Trânsito. Caos. Valores? Natureza? Ética? Conhecimento? Progresso? Sentimento?
E muitos estampam um sorriso na cara e me dizem "Estamos no século XXI!", quando me deparo com uma dessas situações em que muitos valores são ignorados. Devo, portanto, me submeter a tais costumes, cooperar com tal falta de humanidade? Aceitar esse 'progresso'?
Ora, tenha a santa paciência!!
E muitos estampam um sorriso na cara e me dizem "Estamos no século XXI!", quando me deparo com uma dessas situações em que muitos valores são ignorados. Devo, portanto, me submeter a tais costumes, cooperar com tal falta de humanidade? Aceitar esse 'progresso'?
Ora, tenha a santa paciência!!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Dos caminhos que percorremos
Muitos já devem ter reparado que o caminho que se faz na ida a algum lugar é incrivelmente diferente do caminho de volta. você passa pelos mesmos bares, ruas, faróis, árvores e esquinas, mas é tudo muito diferente. Vemos tais coisas de outro ângulo, nossas percepções ao seguir um caminho distoam daquelas de quando as viamos por outra face. Parece que estamos em outro lugar. Semelhante, mas não igual. As coisas parecem novidade. Incrível, pois sabemos que nada mudou. Apenas nosso ponto de vista.
Fácil é pensar, a partir de então, que a vida e suas veredas não podem ser vistas tão somente em uma direção. O concreto mostra que o abstrato também pode ser visto de múltiplos ângulos. Pode-se mudar a animosidade das coisas. Pode-se fazer com que uma mesma situação nos traga diferentes reações e sensações.
Mui bela é a chance de viver.
Fácil é pensar, a partir de então, que a vida e suas veredas não podem ser vistas tão somente em uma direção. O concreto mostra que o abstrato também pode ser visto de múltiplos ângulos. Pode-se mudar a animosidade das coisas. Pode-se fazer com que uma mesma situação nos traga diferentes reações e sensações.
Mui bela é a chance de viver.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Com um livro e um lápis...
Sempre que pego livros filosóficos para ler, ou aqueles que contém muitas informações e idéias complexas, necessito de um lápis ou caneta marca texto... sim, pois, não sei quanto aos outros, mas eu necessito marcar aquelas idéias principais e essenciais a partir das quais o texto evolui. Assim, posso relembrar e interligar as idéias já ditas antes com aquelas que eu estou lendo agora sem ter que procurá-las...
Não entendo quem lê um livro e o deixa intacto, hehe...
Bommm.......... o livro que leio agora é Discurso sobre a Origem e os fundamentos da desiguqldade entre os Homens de Rousseau
É realmente incrível esse livro. Traz uma visão extremamente sensata do homem primitivo, em estado natural e propõe muito coerentemente as possíveis causas das mudanças do homem. Ainda não acabei de lê-lo mas ai vão dois trechos :
"Mas, se entendo bem o termo miserável, trata-se de uma palavra que não tem nenhum
sentido, ou que significa apenas uma provação dolorosa, o sofrimento do corpo ou da alma: ora, eu só desejaria que me explicassem qual pode ser o gênero de miséria de um ser livre cujo coração está em paz e o corpo com saúde. Pergunto qual, a vida civil ou a natural, está mais sujeita a se tornar insuportável para os que a gozam. Em torno de nós, quase que só vemos pessoas que se lastimam de sua existência, e muitas mesmo que se privam dela tanto quanto o podem; e a reunião das leis divina e humana mal basta para deter essa desordem. Pergunto se jamais se ouviu dizer que um selvagem em liberdade tenha somente pensado em se lastimar da vida e em se suicidar. Que se julgue, pois, com menos orgulho, de que lado está a verdadeira miséria."
"Sendo o corpo do homem selvagem o único instrumento que conhece, emprega-o em diversos usos, para os quais, por falta de exercício, os nossos são incapazes; e é nossa indústria que nos tira a força e a agilidade que a necessidade o obriga a adquirir. Se tivesse um machado, seu pulso quebraria tão fortes galhos? se tivesse uma funda, lançaria com a mão uma pedra com tanta força? se tivesse uma escada, treparia tão ligeiro numa árvore? se tivesse um cavalo, seria tão rápido na carreira? Deixai ao homem civilizado tempo para reunir todas essas máquinas em torno de si, e não se pode duvidar que ultrapasse facilmente o homem selvagem mas quereis ver um combate ainda mais desigual, ponde-os nus e desarmados um diante do outro, e reconhecereis logo, qual é a vantagem de ter sempre todas as suas forças à disposição, de estar sempre pronto para toda eventualidade e de se trazer sempre, por assim dizer, todo consigo."
Lesgal né? uou!
Não entendo quem lê um livro e o deixa intacto, hehe...
Bommm.......... o livro que leio agora é Discurso sobre a Origem e os fundamentos da desiguqldade entre os Homens de Rousseau
É realmente incrível esse livro. Traz uma visão extremamente sensata do homem primitivo, em estado natural e propõe muito coerentemente as possíveis causas das mudanças do homem. Ainda não acabei de lê-lo mas ai vão dois trechos :
"Mas, se entendo bem o termo miserável, trata-se de uma palavra que não tem nenhum
sentido, ou que significa apenas uma provação dolorosa, o sofrimento do corpo ou da alma: ora, eu só desejaria que me explicassem qual pode ser o gênero de miséria de um ser livre cujo coração está em paz e o corpo com saúde. Pergunto qual, a vida civil ou a natural, está mais sujeita a se tornar insuportável para os que a gozam. Em torno de nós, quase que só vemos pessoas que se lastimam de sua existência, e muitas mesmo que se privam dela tanto quanto o podem; e a reunião das leis divina e humana mal basta para deter essa desordem. Pergunto se jamais se ouviu dizer que um selvagem em liberdade tenha somente pensado em se lastimar da vida e em se suicidar. Que se julgue, pois, com menos orgulho, de que lado está a verdadeira miséria."
"Sendo o corpo do homem selvagem o único instrumento que conhece, emprega-o em diversos usos, para os quais, por falta de exercício, os nossos são incapazes; e é nossa indústria que nos tira a força e a agilidade que a necessidade o obriga a adquirir. Se tivesse um machado, seu pulso quebraria tão fortes galhos? se tivesse uma funda, lançaria com a mão uma pedra com tanta força? se tivesse uma escada, treparia tão ligeiro numa árvore? se tivesse um cavalo, seria tão rápido na carreira? Deixai ao homem civilizado tempo para reunir todas essas máquinas em torno de si, e não se pode duvidar que ultrapasse facilmente o homem selvagem mas quereis ver um combate ainda mais desigual, ponde-os nus e desarmados um diante do outro, e reconhecereis logo, qual é a vantagem de ter sempre todas as suas forças à disposição, de estar sempre pronto para toda eventualidade e de se trazer sempre, por assim dizer, todo consigo."
Lesgal né? uou!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
No princípio era o início...
Olá!
- Devo falar da motivação desse blog: colocar em algum lugar o que me vem na mente de vez em quando, a minha opinião sobre alguns assuntos que cercam minha realidade e, quem sabe, fazer surgir em alguém alguma inspiração, questionamento e reflexão acerca dos assuntos.
Que assuntos? Ah…. qualquer um!
- E quanto ao nome? Ah pensei muito! Ainda estou em dúvida, mas antes que isso corroesse meus neurônios, resolvi colocar uma expressão do latim: Opportune Tempore >>. No momento oportuno.
- Ressalva! Vocês talvez verão algumas palavras sem os devidos acentos ou palavras abreviadas ou até erro de pontuação. Não liguem. Continuem a leitura.
- There's no need to comment, just visit again. But if u want to... do it!
Cara, nem eu sei no que vai dar isso…… mas afinal a vida é assim não? Uma incerteza total acrescida de uma grande espera…
Besitos. Espero que curtamos isso aqui.
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