domingo, 18 de setembro de 2011


 


Ah, que saudades...

Que saudades!

De tudo, de tudo.

Eu e meu irmão...

E esse patins? maior que tudo!

domingo, 21 de agosto de 2011

Vitóriaaaa

Depois de 7 anos....o grande dia chegou.....

Está concretizado!

Nos frutos do seu esforço, pai, ninguém pode mexer.

Agora tudo está do jeito que sempre deveria estar.

E vamos em frente!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vou criar uma lei que adiciona um artigo no CDC: qualquer loja que deve devolver ao cliente, como seu troco, um valor fracionado cujos centavos totalizem em sua unidade o numeral correspondente a 3 centavos está obrigada a devolver-lhe 5 centavos e de maneira alguma permanecer com os três centavos devidos ao cliente.

Eles não podem continuar roubando nosso dinheiro... os meus 3 centavos junto com o de muita gente, dá muita grana... e quando a gente tem que pagar a gente sempre paga a mais né?

Humpf

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hoje eu estava com frio.... fiquei o dia inteiro estudando na Faculdade, tive que rodar um pouco pelo metrô, fui a dois lugares....e o vento frio na cara e no pé.

Estava de sapatilha. Queria uma meia. Meia preta, pra ser discreta, pra combinar. Entrei numa loja que tinha tudo, menos meia preta. NÃO TINHA MEIA PRETA! Nem branca, nem de uma cor só.....pode isso?

Passei frio, para não ficar deselegante!

Num sei o que é pior: num ter meia de uma cor só ou passar frio para não ficar deselegante!

aiaiai

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nossa

Nossa, como estou cansada!

Estou aprendendo o que eh trabalhar (e andar!!) até num poder mais. Não eh legal! hahaha


Vc vê que você deixa você de lado para não decepcionar ninguém....se queremos amadirecer (maaaaaais ainda)

mas eh a vida desse mundo capitalista. Temos que enfrentar se queremos ser alguém.

Essa é a vida!


Vida.







Vida...
vivida?

Totalmente verdade o texto que achei no UOL. E muito bem escrito.



Redação de cartas é uma arte que está desaparecendo

International Herald Tribune
Catherine Field
Paris (França)

O envelope chega com o endereço laboriosamente manuscrito e com o selo trazendo a figura da rainha perfeitamente colocado no canto superior direito.

O carteiro para a sua bicicleta para colocar a carta na caixa de correspondência e o cachorro emite dois latidos. É hora de fazer chá e ler.

A carta foi enviada por Joyce, a minha sogra de 75 anos de idade, que mora na Inglaterra. Ela é sempre escrita dos dois lados de uma única folha, em papel de boa qualidade, sem linhas e margens, e nenhuma textura especial ou perfume de lavanda. A redação é feita em um papel branco simples.

Ela escreve em letras manuscritas, em estilo claro, mas relaxado, que não procura impressionar o leitor. As suas palavras encaixam-se confortavelmente nos dois lados da página; os pensamentos dela fluem perfeitamente de um parágrafo ao outro. Não há finais dissonantes de parágrafo, postscriptum, ou siglas como OMG ou LOL. Nada de ícones smiley. Apenas palavras.

A mulher que escreve estas cartas ficou viúva recentemente. O marido dela foi durante décadas o colunista de pesca mais popular do Reino Unido, tendo escrito as suas colunas sem falha até cinco dias antes da sua morte, aos 88 anos de idade. A minha sogra cuidou dele em casa durante os seus últimos três anos de vida, até que ele morresse, ao lado dela, durante o sono.

A carta dela frequentemente demora quatro ou cinco dias para chegar a mim, mas a sensação rompe instantaneamente as barreiras de tempo e espaço. Sentada com a carta nas mãos, eu imediatamente visualizo a remetente: lá está ela, sentada à mesa na sala de jantar, com uma xícara de chá à sua direita, o rádio desligado ou com o volume baixo, os pensamentos fluindo pelos seus dedos para a página.

As cartas dela nos informam sobre as condições meteorológicas, a gentileza dos vizinhos, os empecilhos burocráticos vinculados à morte, as cartas de condolências que ela recebeu – em suma, sobre todos os detalhes relativos a recomeçar a vida sem o homem que ela amou durante 50 anos.

Quando acaba de redigir, ela veste o casaco, coloca a boina na cabeça e caminha até a caixa dos correios, bem a tempo para a coleta das 16h30.

Para ela, escrever uma carta em um momento de pesar é algo que faz parte da vida, é um sinal de civilidade e compromisso que mantém a sociedade coesa. Para a geração dela, dever e cortesia são coisas tão normais como respirar.

Eu me descubro formulando as perguntas: será que esta geração que desaparece será também a última a escrever cartas? Mensagens escritas à mão em vez de em fragmentos de código binário? Uma escrita que contém emoções em vez de emoticons?

A redação de carta é uma das artes mais antigas. Pensem em cartas e imediatamente vêm à mente as figuras de Paulo de Tarso, Abraham Lincoln, Jane Austen, Mark Twain; cartas de amor escritas durante a Guerra Civil Norte-americana, ou cartas escritas para um pai ou mãe por um soldado amedrontado na frente de batalha.

Uma boa carta manuscrita é um ato criativo, e não apenas porque trata-se de um prazer visual e tátil. Isso é um ato deliberado de exposição, uma forma de vulnerabilidade, porque a redação manuscrita abre uma janela para a alma de uma forma que a comunicação por computador jamais será capaz de fazer. A gente saboreia a chegada dela e mais tarde toma o cuidado de guardá-la em segurança em uma caixa.

Sim, o e-mail é uma invenção maravilhosa. Ele conecta pessoas de todo o mundo, destruindo em um instante as barreiras geográficas enfrentadas pela correspondência comum. Mas, o e-mail é por natureza efêmero e carece daquela centelha de personalidade que só a redação manuscrita é capaz de proporcionar. Quando recebemos um e-mail, nunca somos capazes de saber se fomos os únicos destinatários – e sequer se a mensagem é original.

Sempre gostamos de examinar as cartas de grandes figuras como Winston Churchill e Abigail Adams devido à inspiração que elas nos proporcionam: a escrita, as rasuras, a própria sensação de história transmitida pelo papel.
Sentada aqui, saboreando a chegada iminente da próxima carta da minha sogra, eu me pergunto qual será o legado da era de redação digital de cartas.

Catherine Field é jornalista e mora em Paris.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Economia... prova

Faz tempo que não escrevo.

Passagem rápida.

Estou estudando para a minha 12a prova seguida!
SIm, estou morta!

Mas meu amigo me emprestou um livro extrememente didático. Escrito por um ganhador do nobel.

Joseph Stiglitz e Carl Walsh

Introdução à macroeconomia


Muito bom! Até pra quem num gosta tanto,como eu.

Volto agora aos estudos.

Daqui uma semana termino todas as provas.




domingo, 7 de novembro de 2010

ENEM

Dia desses, ouvindo a rádio CBN ouvi que o MEC e a justiça, após pedido do MP, proibiram o uso de borracha, lápis e relógio no ENEM. Bem, as coisas realmente estao piorando, huh?

Eu não preciso mais do enem. Mas, pelo amor de deus hein? Sei bem o que é fazer vestibular e pelo que passam os estudantes.

Não basta o que o Ministério da Educação (representado pelo Haddad) deixou acontecer ano passado, resolveram impor sua autoridade e proibir o uso desses itens com a desculpa de promover a verdadeira lisura nas provas.

OK. Não querem que se use relógio. ENTÃO COLOQUE UM NA SALA DE AULA!!! Nao. Não terá. Quem quiser saber que pergunte ao fiscal e atrapalhe todo mundo.

Bem, voce e eu pensaremos: se eles tão confiantes a ponto de proibir tais objetos simples, desconfiando dos estudantes de tal maneira, então é porque eles fizeram tudo certo dessa vez, né? Não haverá motivo para não confia neles.

E a surpresa vem: no fim do primeiro dia de prova ficamos sabendo que o cartão resposta foi impresso errado. UMA PROVA TEVE QUESTÕES REPETIDAS, OU EM BRANCO!! Em Coritiba, informaram o endereço errado a alguns alunos. Em algumas salas, o erro não foi nem sequer reportado.

Veja as notícias:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-vai-criar-site-para-candidatos-prejudicados-por-erro-no-enem,635819,0.htm

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101107/not_imp635966,0.php

http://blogs.estadao.com.br/ponto-edu/prova-amarela-do-enem-chega-a-ter-31-questoes-com-problemas-de-impressao/

E aí Presidente LULA? E aí HADDAD?? Tão achando que os estudantes são palhaços!!!????

Exceção

Falei sobre sorrir, e há uma situação na qual eu realmente não consigo sorrir.

Para uma pessoa em específico.

Vc deve imaginar que ela deve me afetar um tanto, tendo em vista o que escrevi abaixo ( no outro post)

É. Foi essa conclusão que eu cheguei dps que percebi a imensa dificuldade de sorrir ou manter qualquer tipo de diálogo.

E ela realmente me afeta. Indiretamente. Profundamente. Ela retirou da minha vida o que era de mais precioso.

E nada ainda veio para preencher a lacuna.

E eles parecem não se importar.

E eu tento, mas eu não consigo sorrir.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sorrir é um dos modos de enfrentar a vida

Estava refletindo....

eu sou uma pessoa que sorri muito. Não consigo (na maioria das vezes), quando estou triste ou com raiva, transparecer minhas emoções. Talvez por que não gosto de explicar meus problemas, minhas emoções pras pessoas, que vão ouvir, mas não vao chegar a entender... não mesmo.

Mas eu preciso das pessoas. Então simplesmente sorrio, pois esse é um modo convidativo de mantê-las por perto. É um modo de enfrentar a vida. Pois assim nos damos mais chance de encontrar situações que nos alegram e nos reconfortam. Que nos dê um pouco de força. Sorrir exige ser forte. Mas como recompensa, nos devolve um pouco de paz e alegria.

O ruim é perceber que, por sorrir demais, muitas pessoas acham que podem fazer ou falar o que bem entendem, que eu não me afetarei. Amanha estarei sorrindo mesmo! Ora ora ora, as coisas não são bem assim.... e quando eu exteriorizo de alguma forma esses sentimentos, as pessoas se espantam! Uau, acho que elas pensam que talvez não fosse capaz. Acho que pelo simples fato de sorrir, talvez eu nao tenha sentimentos!!

Mas não sabem de nada. Mas, sabe, vale à pena sorrir. Mas não se esqueça que esse é só um modo de enfrentar a vida. I'm a human being behind the smile.

E precisa ser forte....


PS: santa é minha mãe. Exteriorizo muitos dos meus sentimentos em relação aos outros com ela.... thank you mama!! por me aguentar................

sábado, 7 de agosto de 2010

Grande XI de Agosto

Well, estou chegando ao fim de uma gestão no Centro Acadêmico. Vale à pena, sabe.... Abdicar um pouco das minhas coisas para fazer coisas pelos alunos.

Ano passado, antes de entrar para a política acadêmica, pensei bastante. E o que me motivou foi que o XI de Agosto é um micro governo. E lá, as instituições não estão falidas. Seu projeto não enfrentará resistência de grupos da cúpula. Lá você pode promover política de maneira limpa.

O grupo que encontrei na gestão foi aquele que recebeu minhas idéias de braços abertos, sem manipulação e com companherismo. uma gestão que já vinha há algum tempo mostrando que fez o bem pela faculdade. Que fez de maneira idônea. Limpa. Honesta.

Ao elaborar a carta programa vimos que precisávamos discutir o PÚBLICO. A faculdade carecia dessa discussão. Entrei com um projeto. Núcleo de Estudos Políticos. A princípio, deveria estar a cuidados da coordenadoria Político Social. Éramos três.

Marcamos inúmeras reuniões com especialistas para conseguirmos fazer uma programação que pudesse da melhor maneira explicar o que a faculdade nunca dá muita atenção - as políticas públicas. Era um assunto que nós (meros calouros!!) também não tinhamos especialidade.

Depois de dias de chuva, sol, calor, em plenas férias de janeiro, correndo São Paulo atrás de um programa de estudo qualificado para apresentarmos aos franciscanos, conseguimos elaborar um calendário muito bom.

As tres primeiras reuniões deram super certo.

Porém, via que não estávamos formando um grupo fixo. Mas sabia que uma hora isso ia mudar. Achei que havia pessoas interessadas a mergulhar nesse universo público. Achei que a própria gestão iria se interessar, afinal, discutimos isso por horas. Não houve uma reunião sequer em que alguém aparecesse. Eu pedi, eu falei sobre o NEP nas reuniões. É um projeto da gestão. Ao contrário de muitos, eu não me separei da gestão, eu queria continuar com ela, eu gosto das pessoas, e precisava da ajuda delas. Não adiantou um dia em que eu desesperada pedi pra alguém me ajudar a achar o datashow! Ninguém se mexeu!!!! Ninguéeem! A professora da USP leste ficou puta cmg, pois ela teve que mostrar seus slides num laptop pra 15 pessoas.

Bem, chegaram as férias de julho. Sim, pensei: agora temos tempo para nos reunir e aprontar um projeto concreto do NEP. Mandei inúmeros emails para nosso egroup. Foi como falar a mim mesma. Disse pras pessoas na "salinha": o Nep vai acabar. Lá, me disseram que estavam acompanhando os emails. Mas por que não respondem? Por que não dão sugestões ao que falei nos email??? Será que o projeto é tão meu que os emails eu tenho que mandar e eu mesma responder????

Enfim, na verdade, nas reuniões foram muitos alunos independentes que apreciam demais a idéia, mas estes, que demonstraram muito interesse, não deram alguma satisfação. Os próprios franciscanos que reclamam não ter discussão política nas arcadas, não se comprometem quando há uma oportunidade.

Depois de marcar duas reuniões em dias e horários diferentes para o segundo semestre, vendo que apenas uma pessoa apareceu (uma que não havia ido a nenhuma reunião, pois não pode, mas disse que ia nessa e foi), resolvi dar andamento ao projeto. Não ao núcleo de estudos, pois este não se forma com um único integrante.

Mas eu realmente quero estudar o Público e farei isso sozinha, ou com quem mais quiser aparecer.

Ainda teria muita força pra marcar mais reuniões, eventos, fazer tudo acontecer. Mas nada mais me entristece mais do que ver a indiferença.

Penso que talvez tenha sido porque não pude ser 100% XI de agosto. Realmente, creio que as pessoas deviam entender isso. Todo o dinheiro que eu ganho é por causa do meu trabalho. Não sou sustentada por ninguém. Tenho outras pendências que não o XI de agosto. Mas parece que uma punição por não estar sempre presente, é deixar que eu me vire sozinha com os projetos.

Teria mais a dizer, mas.... isso é suficiente.

Continuo nessa gestão, porque apesar dessas tristezas pessoais, vejo que todo mundo faz um trabalho de qualidade e honesto. Continuo admirando os eventos que realizamos, as pessoas que trazemos e muitas outras coisas. Todas de grande qualidade e peso. Aprendi muito nesse grupo, nesse XI.

Mas não posso deixar de expor minha indignação.

Enfim..... vivendo e aprendendo....

terça-feira, 13 de abril de 2010

É de cair o queixo!!

FOlha de SP, 06/04/2010

A vingança de Maluf


RODRIGO DE GRANDIS, SILVIO MARQUES e PEDRO BARBOSA
O Ministério Público é a voz da sociedade; a "Lei Maluf" só interessa a quem não quer um Ministério Público atuante e independente



EM QUALQUER ESTADO que se diz Democrático e de Direito, a lei deve expressar a vontade do povo e atingir o bem de todos, sem qualquer distinção. O comando normativo que busca satisfazer o interesse particular de determinada pessoa ou grupo de pessoas transforma-se em mera manifestação egoística, imoral e, assim, inconstitucional.

A advertência soa oportuna em virtude do projeto de lei n. 265/2007, de autoria do deputado federal Paulo Maluf, que, a pretexto de "garantir o uso responsável" das ações civis públicas, de improbidade administrativa e das ações populares, ostenta a indisfarçável finalidade de amordaçar a atuação do Ministério Público na proteção da coisa pública e dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativas. Em suma, objetiva alcançar, pela via do abuso de poder de legislar, a vingança privada.

Sim, a vingança privada, pois, como é de conhecimento público, Paulo Maluf e seus familiares encontram-se atualmente processados pelo Ministério Público pela prática de crimes contra a administração pública, "lavagem" de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e pela perpetração de atos de improbidade administrativa.

Tais processos foram promovidos pelos signatários no exercício legal e regular de suas funções, após anos de investigação, em cujo contexto produziu-se inabalável conjunto de provas. Dezenas de pessoas foram ouvidas. Milhares de documentos bancários e fiscais foram examinados. Autoridades estrangeiras cooperaram com o Ministério Público brasileiro, que, ao final, pôde concluir: Maluf foi o beneficiário final de um grande esquema de desvio de recursos do município de São Paulo, que movimentou nos Estados Unidos, Suíça, França, Luxemburgo, Inglaterra e Ilha de Jersey mais de US$ 250.000.000,00.

Por conta dos crimes cometidos, Paulo Maluf foi preso preventivamente em 2005, permanecendo encarcerado em companhia de seu filho Flávio Maluf por mais de 40 dias.
Aliás, em tema de prisão, cumpre relembrar que o ex-prefeito e seu filho passaram a compor recentemente a lista de "procurados" da Interpol, por força de ordens de prisão emitidas pela Justiça de Nova York, em processo criminal legítimo que contou com provas obtidas a partir da investigação brasileira.

O texto da chamada "Lei Maluf" ou "Lei da Mordaça" está recheado de termos subjetivos, vagos, que proporcionarão interpretação segundo as conveniências ou inconveniências do momento e do sabor das circunstâncias. Fala-se, por exemplo, que o autor da ação popular ou da ação de improbidade administrativa será condenado nas custas dos processos e em honorários periciais e advocatícios, bem como em "danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado", quando a ação vier a ser considerada "temerária, se comprovada má-fé, finalidade de promoção pessoal ou perseguição política".

A proposta do ex-prefeito paulistano chega a criar um "crime" no texto da Lei 8.429/92 (!), punindo com pena de detenção de 6 a 10 meses, além de multa, a representação por ato de improbidade ou a propositura de ação contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor o sabe inocente ou "pratica o ato de maneira temerária".

Não bastassem todos os defeitos, o projeto de lei surge como medida desnecessária, revelando, dessa forma, o seu real propósito: a vingança. Deveras, o Brasil já tem todo um conjunto de normas que responsabilizam a atuação ilegal dos membros do Ministério Público. No plano interno, submetem-se às Corregedorias e ao Conselho Nacional do Ministério Público. No plano externo, todas as suas ações são examinadas pelo Poder Judiciário, podendo responder civilmente quando, no exercício de suas funções, procederem com dolo ou fraude.
Assim, promotores e procuradores da República têm cumprido o seu papel, e o Brasil já possui ferramentas para punir profissionais que não se pautam pelas normas jurídicas. O que não se pode admitir é a subversão do poder de legislar para atender interesses particulares daqueles que pretendem converter um repentino surto de moralismo em refúgio.

O Ministério Público é a voz da sociedade perante o Judiciário. Amordaçando um, cala-se a outra. A "Lei Maluf" só interessa àqueles que não querem um Ministério Público atuante e independente, como determina a Constituição brasileira.



RODRIGO DE GRANDIS, 33, é procurador da República em São Paulo;
SILVIO MARQUES, 44, é promotor de Justiça (SP), mestre e doutor em direito (PUC-SP);° PEDRO BARBOSA , 45, é procurador-regional da República.